Começando sempre pelos fatos
- seapropria
- Dec 21, 2022
- 2 min read
Updated: Jan 9, 2023
Eu sou de humanas e se tem uma coisa que dou valor, são os dados.

Falando do Brasil, você sabia que existem cerca de 6,3 milhões de mulheres a mais do que o número de homens no Brasil? Essa informação é de uma pesquisa feita pelo IBGE em 2015. Isso significa que somos maioria (51,6%).
Porém, a realidade em qualquer outro número não é favorável ao gênero feminino, 45% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres, desse número, 30% tem filhos e está em uma relação e 13% não tem filhos mas também está em união com outra pessoa. Ainda desse percentual de mulheres mantenedoras da estrutura do país, 32% são mães solo, 18% são mulheres que vivem sozinhas e se sustentam e 7% são solteiras mas vivem com amigos, familiares, etc. “Elas não estão mais ali porque foram abandonadas. "É um movimento que faz parte do processo de empoderamento feminino e deixa as mulheres cada vez menos vulneráveis socialmente”, diz consultora do IDados, Ana Tereza.
Eu acredito que tudo isso é um movimento que vem acontecendo sobre a emancipação da figura da mulher na sociedade, mas existem muitas nuances dentro disso.
O mundo interpreta de formas diferentes cada condição de ser mulher, se você é mulher solteira e com cerca de 20 e poucos anos, as pessoas vivem estimulando você a se casar logo, como se aquilo fosse o remédio santo para a vida plena, e não é. Se vc é mulher solteira com 30 tem que se comportar igual uma louca pra arrumar qualquer bagulho pra casar, por que ainda dá tempo (que mulher nessa idade nunca ouviu essa frase?), Se vc teve filhos nova, perdeu a vida, se teve filhos e o pai (i)responsável não cumpre com sua parte e você reivindica, você está pedindo esmola(?) e, possivelmente, é lida como histérica(?). Resumindo, a culpa é sempre nossa por qualquer circustância, desejo ou escolha.
Mas trouxe essas informações em números para lembrar que eu faço parte dessas estatísticas. As relações estão ficando cada dia mais líquidas e os individuos sociais que mais são afetados, somos nós, as mulheres. Uma vez que a premissa básica de toda educação para meninas é o doar-se ao outro e o cuidado, mas, claro, seguindo a hierarquia do patriarcado em que anula-se para suprir as necessidades "deles", de formas diretas ou indiretas, objetivas ou subjetivas e esgota-se para umas as outras com relações de competição. E no fim, estamos exaustas, abandonadas e o mínimo que devemos fazer, nessa altura do campeonato é nos apoiar.
Dito isso, quando você estiver na presença de uma mulher que tem uma realidade diferente da sua, padrões diferentes dos que foram ensinados a você, evite o julgamento, aquela velha e péssima máxima de "eu não fui com a cara dela" e a apoie! Nós precisamos e merecemos apoio umas das outras em todos as esferas e ambientes.
Ganhamos menos, temos menos tempo e energia pois somos as pessoas no planeta terra que mais dedica a vida ao cuidado dele, por tanto, minha querida, não se culpe demais por descansar, por dizer não e por fazer escolhas pensando em você. É justamente isso que vai te impulsionar para frente, muitas vezes, suas decisões serão julgadas, desacreditadas e até sabotadas, mas não desista, você não está só.


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